Sobre se apaixonar pelos processos desafiadores de transformação

Leitura: 4 min

No capítulo 2 dos Yoga Sutras, Patanjali nos diz que existem 5 raízes (Kleshas) para o sofrimento: a ignorância, uma identificação com um falso “eu”, o desejo, a aversão, e o apego excessivo à vida. Se pararmos para refletir, nos momentos desafiadores de grandes mudanças em nossas vidas, nos deparamos fortemente com todas essas questões.

Os 5 Kleshas:

Nossa ignorância dificulta um bom discernimento e a compreensão dos fatos sob uma perspectiva benéfica. A ignorância desmedida nos amedronta e pode paralisar.

A identificação com um falso eu ou com um “eu” meramente material nos afasta da nossa essência, cria muita expectativa sobre quem deveríamos ser, que imagem deveríamos ter e impede que possamos nos amar e acolher.

O desejo é natural do ser humano, desejamos prazer. O problema surge quando criamos desejos irreais, desmedidos, insalubres a nós ou aos demais e aparecem pensamentos obsessivos que limitam nossa visão e contaminam nossas ações.

Aversão é quando queremos evitar acontecimentos ou resistir aos fatos e ao momento presente. Isso nos deixa exaustos por irmos contra as leis da natureza, querendo controlar o fluxo da vida.

E o apego excessivo à vida é algo que está profundamente enraizado em todos nós e que se faz mais presente em casos sérios de doenças. O medo da morte é um apego a tudo que temos e conhecemos – isso nos causa sofrimento, dando origem a todos os outros medos, ansiedades, dúvidas e preocupações.

Todos nós já passamos por grandes mudanças e sabemos que é difícil equilibrar tantas emoções e pensamentos. Pensando nisso, descrevemos algumas atitudes que podem fazer desse processo um grande aprendizado e abrir o caminho para a prosperidade.

O primeiro passo – a compreensão

Diante de toda situação difícil é importante compreender que tudo que acontece em nossas vidas acontece para nos fazer revelar todo nosso potencial como seres humanos. Nesses períodos precisamos contemplar e nutrir a certeza de que todos os desafios são oportunidades para aprendermos a viver melhor, mais habilidosamente, e nos tornamos pessoas mais fortes, amorosas, resilientes, abertas, evoluídas e empáticas.

Às vezes, reativamente podemos nos vitimizar e por momentos, ficar sem forças ou acreditar no pior. Faz parte, e como diz o sábio mestre Paramhansa Yogananda:

 “O que controla sua vida não são os pensamentos passageiros nem ideias brilhantes, mas os hábitos cotidianos. Os hábitos de pensamentos são ímãs mentais: eles atraem objetos específicos, dependentes da qualidade da sua atração.”.

Ou seja, não são os pensamentos ou medos passageiros que vão criar nossa realidade, mas sim as ideias nas quais realmente acreditarmos.

Ação ativa para verdadeiramente resolver a questão

A aceitação, racionalização ou contemplação dos fatos é importante, mas é através da mudança, da ação consciente, que realizamos os aprendizados que a vida nos trouxe, escrevemos nossa história de evolução, criamos realidades mais bonitas e condições mais saudáveis.

É através da mudança consciente que saímos dos ciclos insalubres e destrutivos.

Imagine por exemplo que você tenha medo de ficar sozinha. Você vive entrando em relacionamentos difíceis, tentando preencher um vazio. Logo que termina um relacionamento pula para o próximo, mas não consegue criar uma relação verdadeiramente saudável e benéfica. Com o tempo esse vazio e o sofrimento vão se tornando cada vez maiores e assim será até que você tome a decisão de aprender a estar bem sozinha e cuidar de você. É um processo trabalhoso, difícil em muitos momentos, mas necessário e cheio de aprendizados muito ricos e poderosos.

Muitas vezes buscamos a solução no caminho mais fácil, sem sair da zona de conforto. Isso pode trazer algum alívio rápido, mas muito provavelmente não resolverá a questão.

Se lidarmos com a situação reativamente, isto é, da mesma forma inconsciente que estamos acostumados, muito provavelmente teremos algum alívio ilusório e imediato, mas o problema retornará até mudarmos nossos padrões de comportamento.

Ser proativa é fundamental para sair do papel de vítima e assumir responsabilidade pela nossa felicidade.

Estar presente

Nesse processo é essencial lembrar de vivermos o agora, frear a ansiedade por uma conquista futura e deixar de querer viver ou remoer o passado. Não pular nenhum capítulo, viver cada momento da nossa história, honrar nosso processo e agradecer. Claro, nem sempre isso é possível, mas é um exercício.

A respiração é a chave para nos colocarmos presentes e nos acalmar. Meditar ajuda muito, escrever ou conversar com alguém também.

Lembre-se de ir com calma, e estar consigo mesma durante o processo. O importante não é o que conseguimos, mas de que forma conseguimos – isso moldará nossa energia e realidade. Cultivar uma postura calma e equilibrada, abrir mão de querer controlar tudo, buscar ser uma presença melhor para si e para o entorno são atitudes que possibilitam a sensação de contentamento pessoal.

Assim, naturalmente, com o tempo seremos capazes de ver a força, a luz e as qualidades singulares que temos. A vida nos trará novas verdades e chagaremos a “lugares inusitados”.

É um processo de grande aprendizagem e certamente erraremos, mas não importa quantas vezes nos desviarmos, o importante é sempre voltarmos para o caminho.

Por fim vale a pena lembrar que

Honestidade e generosidade são palavras chave para o sucesso espiritual. Os melhores e mais duradouros frutos serão colhidos se a nossa busca se der de forma honesta, sem ganância ou egoísmo e com o intuito de compartilhar e verdadeiramente beneficiar tanto à nós mesmos quanto aos demais.

Nossa essência é compartilhar e através da atitude generosa, encontramos belas certezas.

Vamos juntos?

Esperamos que tenha gostado.

Com carinho,

Om Joy

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Adriana Mattos

Adriana Mattos

Iniciou seu contato com temas ligados à saúde e espiritualidade em 2015, quando começou a estudar Mindfulness, Budismo e praticar meditação. Desde essa época, vem se dedicando a aprofundar seus conhecimentos em diversos assuntos ligados à saúde, bem-estar, religiões e espiritualidade. Teve fortes imersões e experiências através dos retiros que fez. É Reikiana e instrutora de Yoga (formação pela Byron Yoga Centre) e Meditação. Apaixonada por todo esse universo, tem uma busca sincera pelo autoconhecimento e por ser uma presença cada vez mais benéfica para si e para o entorno.

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